23 anos e um diagnóstico de
hipertensão.
É daí que sai minha motivação,
pois, se aos 23 anos minha pressão arterial já chegava a 16x12, sabe-se lá
quanto tempo levaria para aparecerem mais complicações. Foi em 2011 que recebi
o diagnóstico, emagreci 10 quilos rapidinho, mas logo perdi o foco.
Em 2012 a diabetes da minha mãe
subiu. Ela é diabética a 8 anos, sempre cuidou, mas era um cuidado descuidado,
era um cuidar com o açúcar, cuidar com os doces, mas o que aumenta a diabete não
é só isso, é o arroz, a batata, o trigo, a carne vermelha, o leite. Foi aí que
eu foquei novamente.
É simples, não estou nessa
jornada apenas pela minha vida, mas pela vida dela, entendi que tenho que ser
exemplo, tenho que me manter motivada para motivar ela, foi aí que eu descobri
que ela é bem mais focada que eu (haha), mas ainda bem, pelo menos ela tenta me
manter na linha.
Nesses dois anos eu refleti muito
sobre meu excesso de peso e cheguei a uma conclusão exagerada, mas que eu acho
extremamente verdadeira.
Passei a considerar a obesidade
uma doença, doença que eu comparo a AIDS, resumindo, ninguém morre por ser
obeso, morre pelas complicações que a obesidade traz. Não é a toa que o grau
máximo da obesidade leve o nome de “obesidade mórbida”.
Acho que não sofri bullying suficiente na escola, na verdade não
me recordo de ter sofrido discriminação, provavelmente recalquei, também não me
recordo de ter ficado sem amigos, ou de ter sofrido de amor por alguém, não me
recordo de nada que pudesse ter impulsionado essa mudança antes, foi necessário
o medo de morrer para que a mudança pudesse acontecer.
Maite,
ResponderExcluirparabéns pelo blog! Os teus posts são demais e muito importantes pra gente (inclusive eu), com histórico de sobrepeso. Já são alguns anos de luta!
Continua!
:*